Sobre mim

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Linda-a-Velha, Lisboa, Portugal
Comecei a imaginar e criar a decoração dos meus bolos depois de algumas desilusões com bolos comprados em pastelarias. Nunca me achei uma pessoa especialmente criativa, mas com o incentivo e carinho das pessoas que me rodeiam, essa realidade mudou. Gosto de cozinhar tudo, embora as sobremesas sejam o que me dá mais prazer e gosto de um resultado final impecável A arte de satisfazer o estômago alheio ainda não é uma actividade a tempo inteiro, mas um dia, certamente, será!

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

O pequeno poder da pessoa pequena

Uma pessoa humilhada não aprende nada nem faz melhor depois de rebaixada. Uma humilhação em privado já é o que é e custa o que custa, quanto mais em público.
As pessoínhas pequeninas que por aí andam e que são chefes de secção de uma chafarica qualquer, deviam entender que são isso mesmo. E que são chefes porque trabalham justamente numa chafaricazita, porque as suas capacidades, numa boa empresa, não chegariam para limpar sanitas.

Ontem no Pingo Doce de Linda-a-Velha presenciei uma cena que me repugnou e revoltou.
Estavamos na caixa para pagar as nossas compras quando a Sra. se enganou e passou um artigo em duplicado. Ligou para a supervisora para pedir a anulação. A supervisora nunca mais vinha. Demorou bem mais de cinco minutos e nós estávamos a vê-la a conversar com uma senhora. Eu pensei, esta gajita está mesmo a pedi-las, mas arrisco-me a levar uma resposta feia... Bom, talvez já não demore muito... 
A senhora "dótôra" supervisora conversou tudo o que quis e quando chegou à caixa desancou a colega, disse que já era demais, que era sempre a mesma coisa, que não sei quê, que não sei que mais, enganou-se na anulação, disse que a culpa era da colega e virou as costas dizendo que só a fazia perder tempo. Esta frase de saída foi, para mim, a gota de água: "Olhe, desculpe, mas perder tempo foi o que a sra. me fez a mim e às outras pessoas que estão na fila."
Engoliu em seco.
As senhoras atrás de mim, que se fartaram de falar para o ar enquanto a supervisora não chegava, murmuraram apenas uns timidos "isso é verdade". PQAP a todas.
"É que esta colega precisa de um assistente só para ela", respondeu a "dra.".
Não me recordo ipsis verbis do que disse a seguir (porque me enervei e "ceguei") mas ainda sei o que quis dizer e não é correcto falar assim para a colega à frente de toda a gente e se a sra. precisa de mais assistência então ela que lha dê, até porque é para isso que ali está.

Sinceramente bem basta quando estamos no nosso local de trabalho, na mesma situação da Sra. da caixa e ninguém abre a boca para nos ajudar.
Neste momento não tenho razão de queixa, mas já tive.
Ser chefiado por pessoas que gostam de humilhar e rebaixar os outros para se sentirem os maiores é horrivel. Assim como as doenças, é coisa que não se deseja a ninguém.


1 comentário:

Ana Karin disse...

Realmante o "poder" revela muito, na maior parte das vezes pela negativa.
É triste, já presenciei uma situação desse tipo no Continente do Cascais, fui ao atendimento ao cliente e deixei o meu contacto para defender a funcionária, ao fim de 1 semanas eles me ligaram e fui lá "prestar depoimento" para que a funcionária (do caixa) nao fosse demitida.
Mas esse tal de "poder"....só pode ser afrodisíaco.....